HISTÓRICO

Data do início do século passado, as iniciativas da espiritualidade para a união dos espíritas do Estado do Rio em uma associação federativa.

A associação Deus, Cristo e Caridade, fundada em 25 de junho de 1902, tinha como finalidade principal a construção de um centro espírita, onde os adeptos do Espiritismo pudessem se reunir.

Em 21 de agosto de 1905, o Grupo Espírita Santo Agostinho designa uma comissão para angariar donativos para a construção do Centro.

Em janeiro de 1907, passa por Niterói o presidente do Centro Espírita de Porto Alegre, RS, Israel Corrêa da Silva, e consegue interessar os espíritas de Niterói para a criação de uma Federação Estadual.

Assim, a idéia inicial de construção de um Centro Espírita evolui para a fundação da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo da nova entidade, de âmbito estadual, é "a congregação e a união dos espíritas".

Fundada em 30 de junho de 1907, seu primeiro presidente é Eugênio Olímpio de Souza. A FEERJ passa a funcionar na Rua da Conceição, 33, a principal de Niterói, pagando aluguel mensal de "60 mil réis".

O terreno para a construção da sede própria custou "três contos e trezentos mil réis" e a obra foi orçada em "25 mil contos de réis."

Em 30 de janeiro de 1922, a FEERJ, reunida para homenagear o Dr. Guilherme Taylor March, o "médico dos pobres", desencarnado em 21 de junho daquele ano, decide pela construção do Orfanato Dr. March.

A pedra fundamental é lançada em 3 de dezembro de 1932, na rua Desembargador Lima Castro, 235 e a inauguração se dá em 3 de outubro de 1934.

A construção custou "35 contos e vinte e cinco mil e setenta e cinco réis".

Mais de meio século de sua fundação, o prédio da FEERJ torna-se deficiente e inseguro, decidindo a diretoria e o Conselho pela construção de um novo edifício, no mesmo local - a sede atual - a Casa de Bezerra de Menezes.

A pedra fundamental é lançada em 13 de junho de 1965, na gestão do presidente Floriano Moinho Peres, com a presença de representantes de 33 instituições Espíritas.

A demolição tem início em 15 de fevereiro de 1965. A construção é concluída em 22 de agosto de 1970 e a sede inaugurada em 31 de março de 1971, data da desencarnação de Allan Kardec e consagrada em definitivo à posse das futuras diretorias eleitas.

A inauguração teve a presença de Dona Maria Imbassahy que descerrou a placa de bronze comemorativa, na ausência física de seu marido, Dr. Carlos Imbassahy, o orador no lançamento da pedra fundamental do novo edifício e que retornara ao Mundo Maior.

A FEERJ enfrentou momentos difíceis, em passado recente, reduzindo substancialmente sua atuação, mas com a nova diretoria empossada em 2000, todas as atividades foram dinamizadas e inúmeros encontros foram promovidos e realizados no Estado do Rio, levando a presença, o apoio e a divulgação da doutrina aos Centros Espíritas. Como meta principal, a FEERJ tomou a iniciativa de promover a união do Movimento Espírita fluminense e integrou, em conjunto com a USEERJ, a Comissão Bipartite, organizada com o objetivo de oferecer subsídios à unificação desse Movimento, em nosso estado.

Como resultado do trabalho dessa comissão foram promovidas reformas estatutárias nas duas instituições, que passaram a ter estatutos praticamente iguais, instituindo-se a administração colegiada e criando-se o Conselho Espírita Estadual de Unificação – CEEU, com representação paritária das duas instituições (FEERJ e USEERJ). O CEEU, provisoriamente, passou a ter a representatividade do movimento espírita estadual junto ao CFN da FEB.

Posteriormente, com o trabalho conjunto das Diretorias das duas Instituições, o processo de unificação foi concluído com a criação da federativa única em nosso Estado, denominada Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ. Isto se deu no dia 26 de março de 2006, quando USEERJ e FEERJ realizaram assembléias concomitantes na Sede Histórica da Federação Espírita Brasileira, com participação maciça de seus associados. Enquanto, através de reforma estatutária a USEERJ transformava-se na federativa única de nosso Estado (CEERJ), reunindo assim os seus associados com os associados da FEERJ, esta, também por reforma estatutária, cedia sua função federativa para o CEERJ e transformava-se no Instituto Espírita Bezerra de Menezes - IEBM, mantendo as suas funções de Estudo e Divulgação da Doutrina Espírita e de Assistência e Promoção Social Espírita.

O estatuto do IEBM, aprovado em 26 de março de 2006, contém em seu artigo primeiro o seguinte texto, que consolida todo o processo:

I E B M - TÍTULO I – DO HISTÓRICO - Art. 1º - O Instituto Espírita Bezerra de Menezes (IEBM), é uma conseqüência do processo de unificação da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro (FEERJ) com a União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro (USEERJ). Neste processo de unificação, a USEERJ, através de uma alteração estatutária, foi transformada na Federativa Única de nosso Estado, reunindo seus associados com os associados da atual FEERJ, que cedeu para tanto a sua função federativa e foi transformada no IEBM, de forma a manter o trabalho doutrinário e assistencial desenvolvido pela FEERJ.”

Logo após o encerramento das assembléias históricas de 26 de março de 2006, o IEBM associou-se ao CEERJ selando com chave de ouro o processo de unificação, sendo este ato aplaudido por todos os presentes. A Casa de Bezerra de Menezes passa então a partir desta data a manter suas portas abertas para todos aqueles que desejem o esclarecimento e o consolo proporcionado pela Doutrina Espírita.