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Instituto Dr. March

Campanha Amigos da Creche
do Instituto Dr. March
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Agência 6077
Conta 01675-3
Guilherme Taylor March – Doutor
March - 1838-1922
Iniciou sua carreira como
médico homeopata. Quando cursava o último ano de medicina, residira numa pensão
e fora acometido de varíola. Teria, assim, de ser removido para um hospital.
Para evitar isso, a proprietária da pensão, espírita convicta, com sua
aquiescência, ocultou-o em cômodo afastado as casa e assumiu seu tratamento,
medicando-o com homeopatia, sem assistência médica. Tendo sido curado sem
nenhuma seqüela, o jovem estudante tomou-se de simpatia pela ciência de
Hahnemann e logo iniciou a estudá-la com afinco e desvelo. Uma vez diplomado,
adotou a homeopatia como prática clínica, cuja eficácia havia constatado. Pelos
imperativos da profissão, tão logo tomou contato com a miséria e o sofrimento,
pode ver claridades divinas balsamizando as chagas que cruciam os corpos, almas
e corações, compreendendo que o verdadeiro Deus era inteiramente estranho àquele
que conhecera no colégio. A divina justiça baseara a diversidade do destino do
homem em razões poderosas que correspondiam aos interesses de cada um deles. Na
memória lhe surgiram as duas figuras que agitaram a sua mocidade de modo
marcante e inconfundível: sua hospedeira, dedicada enfermeira, curando-o da
pertinaz enfermidade, e o velho Nascimento, médium receitista, que enxugava
lágrimas e espalhava sorrisos com as curas que operava através da homeopatia,
sem ser médico. Ambos eram espíritas...Passou a estudar as obras de Allan Kardec
e tornou-se adepto da nova Doutrina. Dr. March despediu-se da vida física no dia
21 de Junho de 1922, após 84 anos de vida laboriosa, inteiramente dedicada ao
bem e à fraternidade. A Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro fundou e,
atualmente, o Instituto Espírita Bezerra de Menezes mantém a Creche do Instituto
Dr. March, na rua Desembargador Lima Castro, 235 no bairro Fonseca.
A creche atende cerca de 200 crianças carentes, de dois a seis anos, recebendo
apoio educacional, emocional e incentivos para a construção de uma vida mais
digna
GUILHERME TAYLOR MARCH foi o médico dos pobres.
Poucos poderão conhecer a magia dessa pequena frase.
Médico dos pobres; poucos poderão perceber o que é a riqueza do Espírito que
veio à terra com a missão de socorrer os infelizes e dela se desincumbir
vitoriosamente. A missão do benfeitor é uma das mais espinhosas de quantas
missões existem, pelas quedas a que está sujeito o missionário.
Preciso é que seu espírito de sacrifício não tenha desfalecimentos; que o seu
coração seja aberto à piedade e o amor ao próximo, e que estes sejam profundos
para lhe darem coragem nos momentos de desalento; que tenha uma força de vontade
férrea para prosseguir no seu mandamento, apesar das ingratidões , apesar da
pobreza, apesar das inclemências, apesar das lutas e dificuldades de toda ordem
que acompanham o altruísta em sua trajetória.
Raro voltava da casa do enfermo com os seus honorários médicos. Tinha a alma
cheia de piedade e amor ao próximo, mas os bolsos vazios. Homem pobre, seu
caixão ficou submergido por uma verdadeira montanha de flores.E lavado por uma
verdadeira torrente de lagrimas . O povo enchia-lhe a casa, e as adjacências, e
se perdia rua a fora. Por onde o enterro passava, as ruas ficavam repletas, o
transito paralisado. E todos diziam, com o lenço nos olhos: - Ali vai o médico
dos pobres.”“.
Jornal O Espírita Fluminense
Histórico do Instituto
Dr. March
Na sede da federação espírita
do Estado do Rio de Janeiro, realizou-se às vinte horas do dia 30 de agosto de
1922, uma reunião em homenagem ao dr. GUILHERME TAYLOR MARCH, cognominado o
“Médico dos Pobres “ e que desencarnara no dia 21 de junho daquele ano.
Foi orador da memorável noite o Dr. Ramon Benito Alonso, que discorreu sobre a
vida do apóstolo da caridade em sua ação humanitária, como médico e como cidadão
fiel cumpridor dos seus deveres, e para encerrar sua brilhante oração apelando
para os presentes para que desenvolvessem suas atividades em prol de uma
concretização do apostolado do ilustre homenageado, um bom, um justo, um sábio;
propôs como porta-voz de um grupo de abnegados, a fundação do “Orfanato Dr.
March,” idéia que recebeu integral aprovação de todos os presentes como o
saudoso dr. Vianna de Carvalho.
Lançada a idéia foram recolhidos os óbolos dos presentes a fim de que se
iniciassem os trabalhos para a realização da grande obra, tendo sido nesse dia
recolhida a quantia de (cr$ 400,00), entregue ao Prof. Edmundo March para
depositá-la em nome do Orfanato Dr. March numa conta na Caixa Econômica.
No dia 03 de novembro de 1923 realizou-se a primeira assembléia geral, ainda na
sede da FEERJ tendo presidido a ela o sr. Álvaro Saramago, presidente da
diretoria provisória, juntamente com os srs. Francisco Ramos e Arnaldo Fortes,
respectivamente tesoureiro e secretário da mesma diretoria.
Depois de aprovado o relatório
e o balanço geral do movimento de setembro de 1922 a outubro de 1923, foi
organizada uma comissão elaboradora dos estatutos.
Em 1929, foi realizada uma assembléia geral extraordinária dos sócios da nossa
federação em conjunto com os do Orfanato Dr. March, sob a presidência do sr.
Arnaldo Fortes, presidente da FEERJ, e com a presença do sr. Álvaro Saramago
presidente da diretoria provisória do orfanato quando ficou deliberada a
incorporação do orfanato como obra assistencial da FEERJ.
Feita a incorporação não esmoreceram os obreiros da grandiosa tarefa e assim, no
dia 03 de outubro de 1932 era assentada a pedra fundamental do edifício
destinada a esta obra de amparo à infância, no terreno situado à rua
Desembargador Lima Castro 235, nesta cidade, perante grande número de
representantes de entidades espíritas, o Sr. José Rodrigues Ferreira
representante da FEB, autoridades civis e o Sr. Edmundo March representando a
Família March e muitos outros cujos nomes encontram-se em ata lavrada à época do
acontecimento.
INAUGURAÇÃO DO ORFANATO DR.
MARCH - 30 de outubro de 1934
Finalmente em 03 de
outubro de 1934, com a presença do representante do sr. Interventor Federal no
Estado, o Sr. Secretário de Finanças e o Secretário de Instrução e a presença do
Conselho Consultivo do Orfanato bem como representantes de diversas instituições
espíritas do estado e várias entidades civis, realizou-se a solenidade de
inauguração do Orfanato Dr. March. Tendo presidido a ela o Sr. Nelson Lino
representante do Sr. Interventor Federal.

Aberta a sessão tomou da
palavra o Sr. Jonathas Botelho, à época presidente da FEERJ, que discorreu mais
uma vez sobre o Dr. March, patrono da instituição, pedindo a todos os presentes
que mantivessem os esforços na manutenção da importante obra, ressaltando entre
outros a notável operosidade dos Srs. Antonio Venâncio de Freitas, Alfredo
Torres, Hipólito Pinto, Tomás de Aquino e Oscar D’argonel que tanto trabalharam
para a concretização do orfanato.
Após as palavras de vários representantes procedeu-se à abertura simbólica das
portas sob calorosa salva de palmas.
Na mesma data foram internadas as seguintes órfãs: Deolinda de Castro Nunes,
Ilda de Souza e Estela Magalhães segundo consta da ata lavrada pelo secretário
Zaquel Penha Garcia.
Ao relembramos os esforços e a abnegação demonstrada na concretização da
grandiosa obra que releva notar que trabalharam na sua construção iniciada em 27
de agosto de 1932 e concluída em 28 de fevereiro de 1934, setenta e quatro
operários que produziram 4.404 dias de trabalho e mais 200 horas, tendo recebido
de salário a quantia total de Cr$ 38.025.075 (trinta e oito contos, vinte e
cinco mil e setenta e cinco réis).
Houve trabalhadores gratuitos além dos remunerados, sendo o principal deles
Antonio Venâncio de Freitas, o nosso querido Vovô Venâncio que desempenhou
notável e preponderante papel na aquisição do terreno e superintendência geral
da obra.
Desde a terraplanagem à
época da comemoração dos 25 anos do Orfanato ainda se encontrava entre nós o
referido companheiro já com 83 anos de uma vida exemplar mas internado no
Hospital da Beneficência Portuguesa devido a grave enfermidade recebendo naquela
oportunidade as preces de gratidão de todos.
Funcionando ininterruptamente o orfanato teve como seu primeiro presidente o SR.
José da Silva Vidinha que o dirigiu com grande dedicação por 10 anos sendo
sucedido pelo sr.Alexandre de Araújo Góis que seguindo a mesma política de
ampliação e melhoramento da obra foi reeleito por várias vezes .
Muitos foram os benfeitores que contribuíram para realização da obra. Como não
poderíamos citar todos nos atemos tão somente a uma cópia do LIVRO DE OURO
passado à época de 30 de agosto de 1922 quando se idealizou na citada reunião da
FEERJ a construção do orfanato.
Obras de melhoramentos no Orfanato Dr. March
Foram iniciados no orfanato Dr. March Departamento Assistencial da FEERJ, obras
de remodelação e ampliação das instalações sanitárias, pavimentação do pátio de
recreio, pintura e reparo geral do edifício.
Estes melhoramentos há muito que se faziam necessários, porém, só agora foi
possível iniciá-los graças ao valioso auxilio de Cr$ 240.000,00 da Legião
Brasileira de Assistência e de Cr$ 186.556,00, produto do espetáculo de
acrobatas chineses realizado no Estádio Caio Martins, promovido pela senhora
Maria Carolina Aquino de Barros, esposa do Sr. Togo de Barros, em beneficio do
Orfanato quando sua Excia. ainda exercia o cargo de governador do Estado.
Desta forma tornamos publico os agradecimentos dos diretores e sócios da FEERJ e
das Beneficiadas do Orfanato.
Dezembro de 1959
No dia 06 do corrente ano realizou-se o encerramento das aulas do Orfanato Dr.
March com a honrosa presença do Dr. Alberto Torres, digníssimo secretário de
Educação do governo do Estado. Compareceram inúmeras pessoas representantes do
governo bem como diretores da FEERJ e representantes de diversas instituições
espíritas.
O Sr. Secretario de Educação proferiu magnífico discurso de exaltação à obra que
naquele Orfanato se realiza tecendo honroso elogio ao seu diretor o Sr.
Alexandre Araújo Góis e homenageou as professoras na pessoa da dedicada mestra
Sra. Feliciana Arelano de Souza. Citando também o nome do Dr. Ademar Morpogo que
além de prestar assistência médica às internas, ainda manufatura lindos
brinquedos de madeira cuja exposição despertou o interesse de todos.
O Dr. Ademar já havia conquistado por sua simpatia, dedicação e afeição às
internas o titulo de vovô. Ainda neste mesmo dia houve a apresentação de canto,
músicas e números de arte pelas professoras Cecília Pereira Burkardit e Marlice
Botelho Beleza.
Outubro 1960
26 anos de ininterruptos de assistência e proteção à criança.
Conjugando esforços
em prol do conforto material e moral das meninas assistidas desde a sua
inauguração até esta data, já abrigou o orfanato 1002 crianças ali internadas e
que ao atingirem a maioridade são encaminhadas para boas locações no comércio,
na industria e no serviço público, mercê de apurada instrução e acertada
orientação educativa.
Nesta data tínhamos 141 meninas internadas com idade de 02 a 17 anos a instrução
achava-se a cargo de 10 dedicadas professoras, custeadas pelo estado e sob a
orientação da Secretaria Estadual de Educação e Cultura, mantendo os seguintes
cursos: primário, pré-primário, jardim de infância, trabalhos manuais e educação
física, alem de aulas de canto orfeônico e aprendizado de Esperanto por
professora especializada.
Existia ainda a esta época com funcionamento na sede da FEERJ, o Curso
Prático-Comercial Dr. March dirigido pela Profa. Nita Gentil com real
aproveitamento.
Na própria sede do Orfanato no dia 04 de junho (1960) foi inaugurada a placa da
Escola ISMÉLIA SAAD SILVEIRA, que perpetuará no bronze o nome abençoado da Exma;
esposa do Sr. Dr. Roberto Silveira, Governador do Estado, doadora de todo o
mobiliário da citada Escola. O Ato contou com a presença honrosa dos Ss. Excias,
o Governador e digníssima esposa e filhos, alem de grande numero de autoridades.
EM 1970
Em 1969 já possuía o Orfanato que pela reforma estatutária passou a designar-se
Instituto Dr. March, 290 meninas internas e mais um pavilhão com capacidade para
70 meninas este último inaugurado em 29 de agosto de 1970, contando assim nesta
época o número de 350 meninas internas. Dirigido pelo Sr. Hugo Saramago
Pinheiro, secretariado por Waldemar Gonçalves Maia e Jahel Vieira Pinheiro que
com total dedicação ao Instituto vencendo grandes dificuldades, vem fazendo
desta casa um exemplo para afirmar a excelência de uma “Doutrina de luz e amor
tendo como marco tutelar a afirmativa de que a Fé sem Obras é Morta”.
Outubro 1970
Iniciando seu funcionamento com 35 meninas internas (03|10|34) foi necessária em
1950 uma primeira reforma no edifício do orfanato a fim de ampliar suas
instalações para a acomodação de um maior numero de meninas a esta época (100)
depois de feita a reforma foi aumentado o numero de internas para (120). Em 1963
a fim de atender a necessidade sempre crescente da Casa, com o aumento do número
de meninas que já eram de (140), foram feitas novas reformas, preparando o
terreno para a construção de um novo pavilhão iniciada a obra em junho de 1965
e concluída em junho de 1968 com capacidade para 100 internas que, já a essa
data, o número atingia a 210 meninas isso para atender as várias solicitações do
meritíssimo Sr. Doutor Juiz de Menores.
No decorrer de todos estes anos continua o Instituto fiel aos postulados da
caridade prestando à comunidade a prestimosa assistência à criança em suas
necessidades mais básicas, este o perfil admirável desta instituição que a longo
dos anos vem se adaptando às mudanças do atendimento à criança visando sempre
seu bem estar. Seguindo a reforma do Estatuto da Criança e do adolescente que
alterou o atendimento das Instituições reintegrando as crianças à família,
transformando assim a partir de 1989 o fim das instituições com caráter de
orfanato para o regime de Semi-Internato determinando diante da impossibilidade
de reintegração familiar que a criança seja encaminhada às Casas Lares da FIA
(Fundação Estadual de Educação do Menor) passando a vivenciar com o novo regime
o atendimento a meninas com idade de 03 a 13 anos, continuando a prestar não só
a assistência Educacional como também cursos de pintura, corte e costura,
artesanato, entre outros bem serviços de atendimento médico prestados por
profissionais voluntários.
Em torno de 1993, o atendimento passou a ser de Creche-Educação Infantil e
Alfabetização para crianças de 02 a 5 anos e 9 meses.
Em 2000, com a autorização da Fundação Municipal de Educação passou a funcionar
como Creche-Escola atendendo a crianças de ambos os sexos.
Vencendo com
galhardia os embates da indiferença, da incompreensão, segue em sua tarefa de
afirmar os postulados da Fraternidade, firme no propósito de servir sustentado
pelo ideal do amor fraternal que como assinala o item 09 dos Direitos da Criança
(Onu – Organização das Nações Unidas) que diz: “A criança deverá estar em todas
as circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e assistência”.
Esta é a grande tarefa do Instituto Dr. March, atender a criança em seus
aspectos educativos, moral, físico, psicológico, intelectual e social .
Tem como objetivo principal na atualidade proporcionar às mães condições de
tranqüilidade para que durante sua jornada de trabalho tenham a certeza de que
seus filhos estão em segurança, sendo atendidos em suas necessidades com amor e
respeito, recebendo a atenção de voluntários na área de psicologia,
fonoaudiólogia e outras.
Aulas de evangelização são ministradas pelo departamento de Infância e Juventude
da FEERJ complementando as atividades culturais e recreativas que são
desenvolvidas durante o ano seguindo o Calendário escolar.
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